(Onde sonhos e esperanças se perdem e são abandonados)








Aqui está o seu texto reorganizado como um poema, mantendo a profundidade e a melancolia da sua escrita:


(Onde sonhos e esperanças se perdem e são abandonados.)

Sou alguém
que não tem para onde fugir,
que se perde nos próprios pensamentos
e cai no sombrio vale
da minha triste loucura.

Sou alguém
que quer tudo
e não quer nada,
que faz o que não deveria,
que chora de vergonha
da própria existência.

Não sei cuidar de mim,
nem dos outros.

Não saio de casa.

Ou saio demais.

O que eu sou?
Sou alguém?
Alguém?

Alguma vez já me senti em casa?
Se eu comprasse uma casa,
me sentiria em casa?

Sou como uma espada enferrujada,
banhada no rio Estige.
Meu ponto fraco sou eu mesma,
mas possuo grande poder...
(Já não acho mais isso.)

Banhada por águas lodosas e frias,
onde almas perdidas tentam nadar—
e eu não sei nadar.

Após tanta solidão,
dei ouvidos apenas à minha própria voz.
A mais ninguém.
De todo mundo.

Falava comigo
toda vez que algo não ia bem,
toda vez que estava sozinha.
É tão difícil conversar com alguém
quando se é obrigada a ouvir a si mesma.

E não é bom.

Não é nada bom.


 💙

(Onde sonhos e esperanças se perdem e são abandonados.)

Sou alguém que não tem para onde fugir. Sou alguém que se perde nos próprios pensamentos e cai no sombrio vale da minha triste loucura.

Sou alguém que quer muitas coisas e, ao mesmo tempo, não quer nada. Sou alguém que não deveria fazer as coisas que faço.

Alguém que chora de vergonha da própria existência. Alguém que não sabe cuidar de si nem dos outros.

Que não sai de casa.

Ou que sai demais.

O que eu sou?

Sou alguém?

Alguém?

Alguma vez na vida já me senti em casa? Se eu comprasse uma casa, me sentiria em casa?

Pois, para mim, sou como uma espada enferrujada, banhada no rio Estige. Meu ponto fraco sou eu mesma, mas possuo grande poder... (Já não acho mais isso.)

Banhada por águas lodosas e frias, onde almas perdidas tentam nadar a todo momento—e eu não sei nadar.

Após tanta solidão, dei ouvidos apenas à minha própria voz e a mais ninguém.

De todo mundo.

Falava comigo todas as vezes em que algo não ia bem ou quando estava sozinha. Simplesmente, é tão difícil conversar com alguém quando se é obrigada a ouvir a si mesma. E não é bom.

Não é nada bom.

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